A invisibilidade das mulheres compositoras nas principais narrativas da história da música atravessa séculos e persiste até aos dias de hoje. O programa deste concerto do ciclo Jardim Aberto no Teatro São Luz visa contribuir para a restituição das suas vozes, convidando o público a conhecer obras de música de câmara escritas por quatro compositoras de contextos diversos e para diferentes formações instrumentais.
O concerto abre com o Trio para flauta, violoncelo e piano, Op. 45 (1857) de Louise Farrenc, compositora e pianista virtuosa francesa, a primeira e única mulher a alcançar o cargo de professora do Conservatório de Paris ao longo de todo o século XIX. Segue-se Sei miniature, composta em 2002 por Matilde Capuis, compositora italiana, cuja carreira atravessou grande parte do século XX. Estas seis curtas peças refletem a sua predileção pela música de câmara e, especialmente, pela sonoridade das cordas. De Emilie Mayer, compositora alemã do Romantismo, escutar-se-á o Trio em Mi menor, Op. 12, publicado em 1861. Mayer teve uma carreira pianística notável nos palcos germânicos e compôs um conjunto substancial de música sinfónica e de câmara.
A terminar, Tera de Marez Oyens, dos Países Baixos, com A Wrinkle in Time, obra que explora a maleabilidade do tempo, desafiando a sua linearidade através de texturas sonoras que, tal como um tecido, dobram, expandem, e contraem o tempo da escuta.
programa:
Louise Farrenc Trio para flauta, violoncelo e piano, op. 45
Matilde Capuis Sei miniature para flauta, violino e violoncelo
Emilie Mayer Trio para violino, violoncelo e piano em Mi menor, op. 12
Tera de Marez-Oyens A Wrinkle in Time
Iskrena Yordanova violino
Carolina Matos violoncelo
Anabela Malarranha flauta
Jill Lawson piano
Entrada livre
Duração 60 minutos (aprox.)
Class. Etária M/6





